Projeto desenvolvido pela Professora Multiplicadora do Núcleo de Tecnologias
Educacionais de Nova Andradina Luciana Batista de Oliveira Catarino junto aos
Professores de matemática das Escolas da rede estadual de ensino de Nova Andradina.
NOVA ANDRADINA - MS
OUTUBRO / 2008 JUSTIFICATIVA
Um dos principais objetivos da Informática na Educação é o de permitir especificar metodologia para o ensino e a aprendizagem da Matemática em ambientes computacionais. O processo de ensino-aprendizagem da Geometria esbarra, ainda hoje, em muitos obstáculos. Observa-se, muitas vezes, que os conceitos decorados e não compreendidos são esquecidos e, portanto, não são assimilados, criando barreiras no estudo de conteúdos mais avançados da vida acadêmica. O aluno, quando questionado, geralmente, não analisa ou discute o problema geométrico apresentado, dificultando assim, a compreensão e/ou elaboração do conceito geométrico, quer seja este uma propriedade ou um teorema. Os livros didáticos apresentam temas quecompreendem os conceitos geométricos com diferentes abordagens, tratamentos e diferenças básicas de conceitos. Por outro lado, verifica-se que o ensino da Geometria constitui uma das questões difíceis de serem enfrentadas pelos professores, visto que há sempre um adiamento das discussões quando os temas são relacionados a ela. PEREZ (1991, p.138-276) constatou, através de pesquisa, que: “há pouco ensino de geometria em nível de 1º e 2º graus, por falta de tempo, por estar sempre no final dos planejamentos, por estar no final dos livros, por ser o programa de Matemática muito extenso em cada série e, também, por falta de metodologia e recursos materiais concretos para o professor efetivar esse ensino”. NASSER, (1994, p.38) comenta n os anais do II CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, realizado em Blumenau, em 1994, que: “as dificuldades encontradas por alunos do curso secundário em Geometria têm preocupado os educadores matemáticos de diversos países”. E justifica:“algumas explicações recaem sobre o enfoque euclidiano, sintético e formal, adotado no ensino de geometria. Tentativas de melhoria para o desenvolvimento do raciocínio em Geometria surgiram através do Modelo de Van Hiele e da teoria construtivista”.
Com o advento da eletrônica, a informática passa a exercer um papel significativo como ferramenta de trabalho para o professor, já que, com o uso dela, há maior interação aluno-aluno e aluno-professor, estimulando e despertando no aluno a curiosidade e dando a ele uma nova visão, sobre o que não está acostumado a não fazer, não agir, e não refletir. O professor pode usar um computador como um “quadro negro”, da mesma forma como se procede quando se dá demonstrações nas ciências experimentais. Porém, o uso de um computador interativo permite um grau muito mais elevado de interação com a audiência. Existem alguns trabalhos inovadores, tendo como recurso no ensino da Geometria, softwares disponíveis no mercado que propiciam a manipulação e deformação dos objetos geométricos na tela do computador. Essa deformação permite a comprovação experimental de propriedades válidas de forma que vai do empírico ao dedutivo, isto é, a partir da movimentação e alteração da figura criada, percebe-se a validade da propriedade para um caso e imediatamente para infinitos casos. Esses trabalhos vêm de encontro ao que D’AMBROSIO (1986, p.110) coloca: “o professor em suas aulas, através da informática, deve estimular a atitude experimental (observação, teste, controle de variáveis...) ao lado, e ao mesmo nível da atitude matemática (hipótese, prova, verificação...)”. Um dos softwares que possibilita este trabalho é o Cabri-Géomètre, desenvolvido por Yves Baulac, Franck Bellemain e Jean-Marie Laborde no Laboratório de Estruturas Discretas e de Didática do Instituto de Informática e Matemática Aplicada de Grenoble (IMAG). Com o Cabri-Géomètre, as figuras podem ser descritas por ações e por uma linguagem muito próxima daquela do universo familiar do “lápis-papel”. Uma vez criadas, essas figuras podem ser deformadas, manipulando diretamente na tela seus elementos de base, deslocando-os e mesmo assim, conservando as propriedades que já lhes haviam sido atribuídas. O presente projeto justifica-se no sentido de proporcionar aos professores de matemática o conhecimento de mais uma ferramenta "software Cabri Geométre" para que através desta possam trabalhar de forma dinâmica os conteúdos de Geometria garantindo dessa forma a construção do conhecimento por parte de seu aluno.
OBJETIVOS
Objetivo Geral: Apresentar o software Cabri Geométre aos professores de matemática e professores da STE como ferramenta facilitadora do processo de ensino e aprendizagem do educando.
Objetivos Específicos:
*
QUESTÕES NORTEADORAS
PÚBLICO ALVO
Professores da STE
Professor Regente
RECURSOS UTILIZADOS
1. FÍSICO Datashow, Impressora, Computador, Aplicativos do Windows (Word, PowerPoint), Internet, wikispaces (ambiente virtual), Filmadora, materiais recicláveis, câmara fotográfica.
2. HUMANOS Professor do Núcleo de Tecnologias Educacionais de Nova Andradina;
Professores da Sala de Tecnologias Educacionais (STE) da escola;
Professores de Ciências;
Coordenadores Pedagógicos;
Bibliotecários; ATORES E PAPÉIS QUE DESEMPENHARÃO Professores Multiplicadores do Núcleo de Tecnologias Educacionais: Estes profissionais ficarão responsáveis em orientarem quanto à abordagem metodológica que norteará o projeto e oferecerão orientações para a inclusão de recursos tecnológicos em cada atividade desenvolvida, procurando envolver professores, alunos e tecnologias no desenvolvimento do trabalho. Professores da STE: Os professores da sala de tecnologias educacionais auxiliarão os alunos quanto ao uso dos recursos tecnológicos e softwares utilizados. Professor de Ciências: A Professora de Ciências desempenhará papel central para a efetivação do projeto. Sua função é auxiliar os alunos no desenvolvimento das atividades e garantir o bom andamento das mesmas. Coordenadores Pedagógicos: Colaborarão os professores para o bom desenvolvimento do projeto, possibilitando os momentos de divulgação dos resultados, além de auxiliarem, professores e alunos, quanto à busca de materiais impressos para pesquisas, tendo em vista não haver bibliotecário lotado na escola. ABORDAGEM TEÓRICA
METODOLOGIA
CRONOGRAMA DE REALIZAÇÃO CONTEÚDOS CURRICULARES .
AVALIAÇÃO O progresso dos alunos será acompanhado durante todo o decorrer do projeto, com a observação do desenvolvimento deles em sala de aula e com mudanças de atitudes que eles tiveram no final das aulas. Sendo assim, pode-se dizer que será adotada uma postura de avaliação continuada (PERRENOUD, 1999), tendo como ferramentas avaliativas a execução das atividades realizadas em cada etapa do projeto, o comprometimento para com as atividades extra-classe, a qualidade das produções, o envolvimento do grupo e os trabalhos colaborativos. Além disso, será elaborada e aplicada avaliação escrita, na qual será constituída por questões objetivas e dissertativas, envolvendo todos os temas. Por meio do desempenho que tiverem na avaliação escrita e em todas as atividades propostas e desenvolvidas será atribuído conceito individual aos alunos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
D’AMBROSIO, Ubiratan. Da realidade à ação: reflexões sobre educação e matemática. Summus, UNICAMP, Campinas, 1986.
NASSER, Lilian. Um enfoque dinâmico para o uso secundário de Geometria. In: II Congresso Ibero-Americano de Educação Matemática (17-22 jul. 1994: Blumenau). Anais. Blumenau: FURB/SBEM, 1994.
PEREZ, Geraldo. Pressupostos e reflexões teóricas e metodológicas da pesquisa participante no ensino de geometria para camadas populares . Tese de Doutorado, Faculdade de Educação, UNICAMP, 1991.
CABRI GEOMÉTRY
Projeto desenvolvido pela Professora Multiplicadora do Núcleo de Tecnologias
Educacionais de Nova Andradina Luciana Batista de Oliveira Catarino junto aos
Professores de matemática das Escolas da rede estadual de ensino de Nova Andradina.
NOVA ANDRADINA - MS
OUTUBRO / 2008
JUSTIFICATIVA
Um dos principais objetivos da Informática na Educação é o de permitir especificar metodologia para o ensino e a aprendizagem da Matemática em ambientes computacionais. O processo de ensino-aprendizagem da Geometria esbarra, ainda hoje, em muitos obstáculos. Observa-se, muitas vezes, que os conceitos decorados e não compreendidos são esquecidos e, portanto, não são assimilados, criando barreiras no estudo de conteúdos mais avançados da vida acadêmica. O aluno, quando questionado, geralmente, não analisa ou discute o problema geométrico apresentado, dificultando assim, a compreensão e/ou elaboração do conceito geométrico, quer seja este uma propriedade ou um teorema. Os livros didáticos apresentam temas quecompreendem os conceitos geométricos com diferentes abordagens, tratamentos e diferenças básicas de conceitos. Por outro lado, verifica-se que o ensino da Geometria constitui uma das questões difíceis de serem enfrentadas pelos professores, visto que há sempre um adiamento das discussões quando os temas são relacionados a ela. PEREZ (1991, p.138-276) constatou, através de pesquisa, que: “há pouco ensino de geometria em nível de 1º e 2º graus, por falta de tempo, por estar sempre no final dos planejamentos, por estar no final dos livros, por ser o programa de Matemática muito extenso em cada série e, também, por falta de metodologia e recursos materiais concretos para o professor efetivar esse ensino”. NASSER, (1994, p.38) comenta n os anais do II CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, realizado em Blumenau, em 1994, que: “as dificuldades encontradas por alunos do curso secundário em Geometria têm preocupado os educadores matemáticos de diversos países”. E justifica:“algumas explicações recaem sobre o enfoque euclidiano, sintético e formal, adotado no ensino de geometria. Tentativas de melhoria para o desenvolvimento do raciocínio em Geometria surgiram através do Modelo de Van Hiele e da teoria construtivista”.
Com o advento da eletrônica, a informática passa a exercer um papel significativo como ferramenta de trabalho para o professor, já que, com o uso dela, há maior interação aluno-aluno e aluno-professor, estimulando e despertando no aluno a curiosidade e dando a ele uma nova visão, sobre o que não está acostumado a não fazer, não agir, e não refletir. O professor pode usar um computador como um “quadro negro”, da mesma forma como se procede quando se dá demonstrações nas ciências experimentais. Porém, o uso de um computador interativo permite um grau muito mais elevado de interação com a audiência. Existem alguns trabalhos inovadores, tendo como recurso no ensino da Geometria, softwares disponíveis no mercado que propiciam a manipulação e deformação dos objetos geométricos na tela do computador. Essa deformação permite a comprovação experimental de propriedades válidas de forma que vai do empírico ao dedutivo, isto é, a partir da movimentação e alteração da figura criada, percebe-se a validade da propriedade para um caso e imediatamente para infinitos casos. Esses trabalhos vêm de encontro ao que D’AMBROSIO (1986, p.110) coloca: “o professor em suas aulas, através da informática, deve estimular a atitude experimental (observação, teste, controle de variáveis...) ao lado, e ao mesmo nível da atitude matemática (hipótese, prova, verificação...)”. Um dos softwares que possibilita este trabalho é o Cabri-Géomètre, desenvolvido por Yves Baulac, Franck Bellemain e Jean-Marie Laborde no Laboratório de Estruturas Discretas e de Didática do Instituto de Informática e Matemática Aplicada de Grenoble (IMAG). Com o Cabri-Géomètre, as figuras podem ser descritas por ações e por uma linguagem muito próxima daquela do universo familiar do “lápis-papel”. Uma vez criadas, essas figuras podem ser deformadas, manipulando diretamente na tela seus elementos de base, deslocando-os e mesmo assim, conservando as propriedades que já lhes haviam sido atribuídas. O presente projeto justifica-se no sentido de proporcionar aos professores de matemática o conhecimento de mais uma ferramenta "software Cabri Geométre" para que através desta possam trabalhar de forma dinâmica os conteúdos de Geometria garantindo dessa forma a construção do conhecimento por parte de seu aluno.
OBJETIVOS
Objetivo Geral: Apresentar o software Cabri Geométre aos professores de matemática e professores da STE como ferramenta facilitadora do processo de ensino e aprendizagem do educando.
Objetivos Específicos:
*
QUESTÕES NORTEADORAS
PÚBLICO ALVO
Professores da STE
Professor Regente
RECURSOS UTILIZADOS
1. FÍSICO
Datashow, Impressora, Computador, Aplicativos do Windows (Word, PowerPoint), Internet, wikispaces (ambiente virtual), Filmadora, materiais recicláveis, câmara fotográfica.
2. HUMANOS
Professor do Núcleo de Tecnologias Educacionais de Nova Andradina;
Professores da Sala de Tecnologias Educacionais (STE) da escola;
Professores de Ciências;
Coordenadores Pedagógicos;
Bibliotecários;
ATORES E PAPÉIS QUE DESEMPENHARÃO
Professores Multiplicadores do Núcleo de Tecnologias Educacionais: Estes profissionais ficarão responsáveis em orientarem quanto à abordagem metodológica que norteará o projeto e oferecerão orientações para a inclusão de recursos tecnológicos em cada atividade desenvolvida, procurando envolver professores, alunos e tecnologias no desenvolvimento do trabalho.
Professores da STE: Os professores da sala de tecnologias educacionais auxiliarão os alunos quanto ao uso dos recursos tecnológicos e softwares utilizados.
Professor de Ciências: A Professora de Ciências desempenhará papel central para a efetivação do projeto. Sua função é auxiliar os alunos no desenvolvimento das atividades e garantir o bom andamento das mesmas.
Coordenadores Pedagógicos: Colaborarão os professores para o bom desenvolvimento do projeto, possibilitando os momentos de divulgação dos resultados, além de auxiliarem, professores e alunos, quanto à busca de materiais impressos para pesquisas, tendo em vista não haver bibliotecário lotado na escola.
ABORDAGEM TEÓRICA
METODOLOGIA
CRONOGRAMA DE REALIZAÇÃO
CONTEÚDOS CURRICULARES
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AVALIAÇÃO
O progresso dos alunos será acompanhado durante todo o decorrer do projeto, com a observação do desenvolvimento deles em sala de aula e com mudanças de atitudes que eles tiveram no final das aulas. Sendo assim, pode-se dizer que será adotada uma postura de avaliação continuada (PERRENOUD, 1999), tendo como ferramentas avaliativas a execução das atividades realizadas em cada etapa do projeto, o comprometimento para com as atividades extra-classe, a qualidade das produções, o envolvimento do grupo e os trabalhos colaborativos. Além disso, será elaborada e aplicada avaliação escrita, na qual será constituída por questões objetivas e dissertativas, envolvendo todos os temas. Por meio do desempenho que tiverem na avaliação escrita e em todas as atividades propostas e desenvolvidas será atribuído conceito individual aos alunos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
D’AMBROSIO, Ubiratan. Da realidade à ação: reflexões sobre educação e matemática. Summus, UNICAMP, Campinas, 1986.
NASSER, Lilian. Um enfoque dinâmico para o uso secundário de Geometria. In: II Congresso Ibero-Americano de Educação Matemática (17-22 jul. 1994: Blumenau). Anais. Blumenau: FURB/SBEM, 1994.
PEREZ, Geraldo. Pressupostos e reflexões teóricas e metodológicas da pesquisa participante no ensino de geometria para camadas populares . Tese de Doutorado, Faculdade de Educação, UNICAMP, 1991.